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Biscoito da Sorte
Aceita um biscoito da sorte? É só clicar e descobrir a surpresa que tem dentro dele pra você!
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Quando atravessou a barreira metálica que separava o astro do planeta Terra, a trilha sonora de John Williams ressoou em sua cabeça. Nestes dias calmos, ele não brincava com as outras crianças. Distraía-se sozinho, idealizando fantasias que cultivava a partir de desenhos animados que vira no velho televisor Sanyo. Os desenlaces arquitetados na sua mente davam desfechos novos para os entretenimentos ingênuos.

Eventualmente, todavia, embrenhava-se de modo exótico nos grupos de fedelhos como um forasteiro fazendo as suas incursões pelo matagal de seres distintos de seu universo egocêntrico. E, numa destas jornadas existenciais, levou oito coleguinhas para o seu mais recente achado: a Lua.

Por longos meses daquele ano, correram e pularam pela atmosfera montanhosa, onde ele era o alienígena e os oito companheiros, astronautas empenhados em capturá-lo. O segredo acerca das estripulias foi trancado a sete chaves porque o afluxo no local era vedado aos discentes.Clicando aqui, você lê o conto completo
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Na cama eu sento, assim
Fresta e janela é um alento
A festa é bela, sim
Pelo menos nesse momento.

Mais do que zero
É o que eu espero de você
Sem lero-lero
Não vou ligar minha TV.

Quero saber:
Quem fechou esse registro
Sem água, sem você
Fica tudo tão sinistro.Clicando aqui, você lê a a letra de música completa
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Apêndice, palavra errata
Final compulsório
Deixada, foi ela, Renata
No crematório.

E Renata queima... queima
Pra que tanta teima... teima
Antecipada sem medo
Ela quis ir mais cedo... cedo.

Até a próxima, adeus
Vai sem cerimônia
Fecha, então, olhos seus
Abertos nas noites de insônia.
(Trecho da transcrição da fala do filme "Até a próxima, Renata...")
Clicando aqui, você assiste ao filme
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Se não fosse por causa do seu Ayrton, ambos os juristas estariam, neste momento, confinados em seus escritórios, e não teriam se locomovido com seus veículos automotores, consumindo gasolina, pneus e freios, nem teriam pago a caixinha do frentista que limpou o para-brisas, nem dado mais uma contribuiçãozinha pro comércio de bens de consumo alimentício da região central do município, nem mandado o estagiário tirar fotocópia dos autos, etc.

Isto só pra falar do consumo direto porque o frentista do posto de combustível usou o dinheiro da gorjeta pra comprar leite pro filho, o dono do posto aumentou o faturamento e trocou de aparelho de TV, o estoque de pó de café da padaria acabou antes do tempo e o fornecedor vendeu mais – estendo o benefício ao setor primário, que elevou o plantio – os pneus do carro foram substituídos com antecedência, a lan house, que produziu as fotocópias, por consequência, demandou mais papel e toner e até contratou mais um funcionário, ...

E o vil metal foi passando de mão em mão, chegando a um vadio operador de home broker, que só fica em casa fazendo análise gráfica e especulando na bolsa de valores, comprando e vendendo ações de empresas de terceira linha, que ele chama de papéis, mas que não são mais papéis, são só impulsos eletrônicos.Clicando aqui, você lê o texto completo
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– Você não pode falar muito. Seu nome é Marcelo. Já se esqueceu da música “Tu é gay que eu sei” ou “Rap do Marcelinho”, da banda Rosa Choque? Fez sucesso no final dos anos noventa.

– Não só eu esqueci como essa música foi apagada da memória coletiva. O que é bom, como o Marcelo Nova, fica. O que é lixo é sepultado.

– Mas eu não esqueci, viu? A música dizia: “Falam do Marcelo coisa bem profunda / Casou pra disfarçar / Só pra descansar a bunda / Solta essa franga, Marcelo / Solta essa bicha, menino / Que bom ser do babado / Ser bicha é divino”.

– Obrigado por desenterrar. Mas eu nunca fui zoado e nunca vi nenhum Marcelo sendo zoado. Já as Silvias… A sua é bem pior: “Vive dizendo que me tem carinho, mas eu vi você com a mão no p… do vizinho. Ô Silvia…”.Clicando aqui, você lê o texto completo
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Quando a dona Hermengarda saía, às seis horas da matina, pra abrir a sua quitanda cheia de ratos, eu pulava o muro daquela velha casa e ia ao encontro da feiosa Bartira.

Todos os dias, eu a encontrava chorando, lamentando-se por ser a menina mais feia do bairro. Dava um trabalhão consolar a Bartira. Isto me custava, no mínimo, uns trinta minutos de preliminares até a Bartira ceder.

– Não chora, Bartira, você é linda por dentro. Tão maravilhosa quanto o seu nome. Se os homens não veem a sua beleza, o problema está neles e não em você.

Era uma lábia bem fraquinha, mas, com a Bartira funcionava. Ela parava de chorar e eu mandava brasa. Fazer o quê? Era o que tinha pro rango. Melhor do que ficar no cinco contra um... Come-se por amor à pátria. Taca-se uma bandeira do Brasil na cara e… ueba!Clicando aqui, você ouve a crônica