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Biscoito da Sorte
Aceita um biscoito da sorte? É só clicar e descobrir a surpresa que tem dentro dele pra você!
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Seu gosto
Não discuto
Não olhe meu rosto
Nem um minuto.

Deixe-me aqui
Vagando a esmo
Ninguém eu vou ferir
A não ser a mim mesmo.

Se assusta se eu respiro
Ou se digo um simples “atim”
Mas não vou dar nem um tiro
A não ser se for em mim.Clicando aqui, você lê a letra de música
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– Senhor Marcelo, já que o senhor não quer desfrutar o privilégio de ter um excelente plano de capitalização do Banco (...), gostaria de falar sobre o nosso seguro de vida.

– Dona Ângela, eu não tenho filhos e sou solteiro.

– E daí, senhor Marcelo?

– Como e daí? Pra que eu vou querer um seguro de vida?

– Pro senhor mesmo. Se o senhor sofrer um acidente e ficar inválido, o senhor recebe o seguro de vida.

– Dona Ângela, se eu sofrer um acidente e ficar inválido, dou um tiro na minha cabeça.
(Trecho da crônica para rádio "O dia em que as comichões me atacaram pela retaguarda")
Clicando aqui, você ouve a crônica
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Resolver mais de um problema, ao mesmo tempo, dá uma sensação de alívio entusiástico. Eu poderia assistir a uma agradável película e, de quebra, coçar a minha parte íntima, no escurinho, sem passar vergonha em público. Um vexame a menos é igual a um trauma a menos pra minha coleção. Descarrego de lembranças indesejáveis no futuro. Não que eu esteja lá muito preocupado com o que pensam de mim, mas também não preciso chutar o pau da barraca. Preservar-se, de vez em quando, pode ser divertido.

A maioria daqueles estranhos nunca mais me veriam na vida e, os que me veriam, provavelmente, não se lembrariam de mim. Mesmo sabendo disso, sou um cara metido a normal. Evito ficar enfiando as mãos dentro da calça e sacolejando pra alegria de alguns e náusea de outros.

Por coincidência – ou majestosa sincronia do cosmos – lá estava eu, aproximando-me da esquina com a Rua Augusta. Nem as minhas comichões conseguiram tirar o meu contentamento por estar cada vez mais perto da minha segunda casa.
(Trecho do livro de crônicas de Marcelo Garbine)
Clicando aqui, você lê o livro completo no Widbook
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Sofrimento foi extirpado
Sem vinte nem trinta
Ela cortou com machado
Pra que não se sinta.

Dores que não latejaram
Anos não foram vividos
Namorados não a abandonaram
Não houve gemidos.

Hipócritas em salas com cofres:
“Ela era tão jovem”
O que está morto não sofre
Simples assim: dissolvem.
(Trecho da transcrição da fala de um dos filmes de Marcelo Garbine exibido na Décima Primeira Virada Cultural de São Paulo – Edição 2015)
Clicando aqui, você assiste ao vídeo da sessão de filmes de Marcelo Garbine na Virada Cultural
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Torrado pelo sol

Escuto um rouxinol

Que leva à hipnose

E faz que eu ouça vozes.




Eu ouço vozes

Que me dizem: "vai"

Eu ouço vozes

Que de dentro sai.Clicando aqui, você ouve a música e assiste ao clipe
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Minha face ruborizava de ojeriza e uma rajada de metralhadora ficava engasgada no meu gogó: não era que o desgraçado estava certo?

Comecei a rezar todas as noites, pedindo encarecidamente que só um, apenas um FDP de um rico fosse parar no xilindró, só para que eu pudesse ter o prazer de calar a boca do maldito discípulo de Adam Smith.

Minhas preces foram atendidas e, na câmara de vereadores de São Paulo, veio abaixo o fraudulento esquema de Hanna Garib e sua trupe.

Era o desmantelamento da máfia dos fiscais (meus textos são um show de atualidades), no qual quase todos os vereadores estavam envolvidos.

O episódio foi tão revoltante que o Jornal da Tarde distribuiu adesivos para automotores com os dizeres “eu tenho vergonha dos vereadores de São Paulo”.

Eram todos profissionais do assalto aos cofres públicos, com exceção de um amador.Clicando aqui, você assiste ao vídeo com animação digital