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Biscoito da Sorte
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E, então, a guitarra de Slash e a voz de Axl Rose preencheram o espaço interno do carro no momento em que o sol refletia no para-brisas. O silêncio era relegado à época em que uma árvore caía no meio da mata e Uriah questionava-se se houvera estrondo, dado que não existia ninguém na floresta pra ouvi-lo. Agora, todos ouviam! Bastou o alerta do cineasta Yanni Ygor pra que os olhos e os ouvidos voltassem-se a Uriah.

Mas "Sweet Child O' Mine" deixou, bruscamente, de ser emanada aos quatro ventos. Foi um pedaço de arame farpado que fez o veículo parar. Coito interrompido. O mesmo mormaço que dava a nuance do regozijo passou a ser nada mais que um maldito calor infernal e o "pen drive" que continha a gravação da saudosa fita cassete de sua adolescência fora reduzido a um emissor de ruídos.

Ao trocar o pneu, devaneou acerca do epílogo que escrevera pro seu longa-metragem: Gamaliel, o personagem principal, acabou recluso numa clínica psiquiátrica, sonhando em como poderia ter sido diferente, se não tivesse ficado tão obsessivo pela consumação de sua vontade. O fim era triste porque Uriah cria saber como emocionar e porque os espectadores gostam de encontrar conforto na desgraça alheia e poesia nos infortúnios da própria vida insossa, projetando-a nos entes fictícios de uma tela de cinema.Clicando aqui, você lê o conto completo
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Eu me entretinha com o vapor que se formava à minha frente a partir do ar cálido que saía do meu nariz e da minha boca. O orvalho banhava as lindas flores que davam aquele colorido tão gostoso à paisagem. Cores vivas e gotículas são uma combinação perfeita para deixar a paisagem no ponto exato propício para as reflexões mais aprazíveis. Era como uma sala vazia que permitia exclusivamente a mim mobiliar ao meu gosto mais particular. Senti ser hora de interromper a caminhada e acomodar-me embaixo daquela árvore tão convidativa.

Katya Galassi nem suspeitava, mas estava ela em minha companhia, naquele instante tão íntimo. A presunção de sintonia confirmou-se. Eu estava profundamente alucinado com a sua escrita.
Após reler as poesias de Katya dezenas de vezes, iniciei a leitura de seus textos. Quando entrei no conto "Fabrica de Muñecas", finalmente consegui encontrar palavras para aliviar a minha ansiosa necessidade de traduzir a quentura que eu estava sentindo em meu coração...
Trecho do prefácio escrito por Marcelo Garbine para o livro "Entre Líneas Difusas" da escritora argentina Katia Galassi
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Abraçarei céu azul

Todo o firmamento

E soprando lá do sul

Vem, de novo, outro vento.Clicando aqui, você lê a poesia completa
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Seu gosto
Não discuto
Não olhe meu rosto
Nem um minuto.

Deixe-me aqui
Vagando a esmo
Ninguém eu vou ferir
A não ser a mim mesmo.

Se assusta se eu respiro
Ou se digo um simples “atim”
Mas não vou dar nem um tiro
A não ser se for em mim.Clicando aqui, você lê a letra de música
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E por mais que eu esqueça

Nem tudo sai da minha cabeça

Aquela aula de matemática

Tão piegas e sistemática

Ainda não acabou

E não é como eu sou

Mas se eu quiser voar

Vou ter que me adaptar.Clicando aqui, você lê a poesia completa
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Dos óculos, a lente
Por ela, vorazmente
Luz dentro da retina
Você não imagina...

Minha intensa dor
Andava com torpor
Passos no lajeado
E o peito apertado.

Sangrava bem no fundo
Alfa do fim do mundo
Gritava ao vento quente:
"Dê paz à minha mente!"

No cimento gelado
Marca do meu calçado
Lembro de ter pisado
Quando foi rebocado.
(Trecho da música "Vozes")
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