Biscoito da Sorte
Aceita um biscoito da sorte? É só clicar e descobrir a surpresa que tem dentro dele pra você!


X
Depois de alguns minutos, em frente ao Teatro Municipal, o táxi parou e eu abri a porta. Pensei que não houvesse mais Fuscas sendo utilizados como táxis, em pleno ano 2007.
Senti algo esquisito na fisionomia daquele motorista. Eu estou atrasado para a palestra e não posso dar-me o luxo de escolher muito. Entrei no veículo mesmo assim.
Aquele bigodinho fino acompanhado de um sorriso insuportavelmente sarcástico de quem pensa que o mundo inteiro é otário e só ele é esperto não estava descendo pela minha goela.
Não entendia porque aquele cara não parava de revezar o olhar entre o trânsito e a minha direção.
Seu globo ocular não parava quieto, parecia um sono R. E. M., só que com os olhos abertos.
Eu tentava permanecer concentrado na leitura do livro, mas aqueles olhos ficavam, vez por outra, fitando-me, como se quisesse pescar alguma coisa.Clicando aqui, você ouve a crônica
Senti algo esquisito na fisionomia daquele motorista. Eu estou atrasado para a palestra e não posso dar-me o luxo de escolher muito. Entrei no veículo mesmo assim.
Aquele bigodinho fino acompanhado de um sorriso insuportavelmente sarcástico de quem pensa que o mundo inteiro é otário e só ele é esperto não estava descendo pela minha goela.
Não entendia porque aquele cara não parava de revezar o olhar entre o trânsito e a minha direção.
Seu globo ocular não parava quieto, parecia um sono R. E. M., só que com os olhos abertos.
Eu tentava permanecer concentrado na leitura do livro, mas aqueles olhos ficavam, vez por outra, fitando-me, como se quisesse pescar alguma coisa.Clicando aqui, você ouve a crônica


X
Não aprendi nada, mas o meu grupo montou um kart. Achei que, ao menos, na minha vez de pilotar, eu me divertiria, entretanto eu – que sou vítima de xingamentos machistas sempre que dirijo carros com vidros fumês – não honrei as minhas calças e mostrei pros meus companheiros um defeito no nosso kart, precisamente na pecinha que fica entre o volante e o assento... derrapei numa poça de água e o choque com o outro automotor foi forte...
Saí tonto do veículo. Uma excelente oportunidade pra não constatar conscientemente o vexame no qual me metera. Meio que chapado, observei a fusão entre os dois carros avariados... ou seria, nessa altura, um apenas?
De certo modo, o que possuímos em nossas vidas é exatamente isso: o que edificamos e o que acontece além do nosso controle. A mescla destes dois elementos dá-nos o que temos no presente instante. E a chuva? A chuva são as condições adversas: o ladrão que levou o meu celular no dia em que eu receberia a resposta da entrevista de emprego ou o galho de árvore que caiu justo na hora em que eu passei.
É... Esta analogia platônica, eventualmente, teria ajudado, se a aula fosse de filosofia, mas, pelo olhar dos meus colegas de equipe, acho que eles não estavam muito interessados na minha fantasia quimérica...Clicando aqui, você ouve a crônica
Saí tonto do veículo. Uma excelente oportunidade pra não constatar conscientemente o vexame no qual me metera. Meio que chapado, observei a fusão entre os dois carros avariados... ou seria, nessa altura, um apenas?
De certo modo, o que possuímos em nossas vidas é exatamente isso: o que edificamos e o que acontece além do nosso controle. A mescla destes dois elementos dá-nos o que temos no presente instante. E a chuva? A chuva são as condições adversas: o ladrão que levou o meu celular no dia em que eu receberia a resposta da entrevista de emprego ou o galho de árvore que caiu justo na hora em que eu passei.
É... Esta analogia platônica, eventualmente, teria ajudado, se a aula fosse de filosofia, mas, pelo olhar dos meus colegas de equipe, acho que eles não estavam muito interessados na minha fantasia quimérica...Clicando aqui, você ouve a crônica


X
Aquele último acorde é você ausente
Sua última imagem presa à minha mente
Em mim, a canção continua tinindo
Frente aos meus olhos, está você, sorrindo.
Estou sonhando, mas finjo estar acordado
Estou com frio, me aqueço ao travesseiro, abraçado
Aquela forte chuva lá de fora
É ignorada pelo meu sonho, agora.
E o maldito Relâmpago Anjo
Invade-me, formando o seu rosto
Felicidade, no momento, esbanjo
Pra admirar o que me foi exposto.
Sua última imagem presa à minha mente
Em mim, a canção continua tinindo
Frente aos meus olhos, está você, sorrindo.
Estou sonhando, mas finjo estar acordado
Estou com frio, me aqueço ao travesseiro, abraçado
Aquela forte chuva lá de fora
É ignorada pelo meu sonho, agora.
E o maldito Relâmpago Anjo
Invade-me, formando o seu rosto
Felicidade, no momento, esbanjo
Pra admirar o que me foi exposto.
(Trecho da transcrição da fala do filme "O Relâmpago Anjo")
Clicando aqui, você assiste ao filme

X
Não foi necessário um transcurso significativo de semanas para que o homem da jogatina intelectiva, como ficou popularizado nos círculos publicitários daquele país e também da Austrália, começasse a entesourar uma soma invejável de bens provenientes dos lucros obtidos com as vendas da coleção de cartões temáticos jogáveis.
Valendo-se do crescente produto interno bruto neozelandês e da respectiva prosperidade econômica da nação insular, ele comprou uma fazenda de ovelhas à beira do lago Wakatipu. A vida tornou-se tranquila, com conforto e reconhecimento.Clicando aqui, você lê o conto completo
Valendo-se do crescente produto interno bruto neozelandês e da respectiva prosperidade econômica da nação insular, ele comprou uma fazenda de ovelhas à beira do lago Wakatipu. A vida tornou-se tranquila, com conforto e reconhecimento.Clicando aqui, você lê o conto completo


X
– Eu posso examinar você?
– Pode, né…
Deitei de bruços, na maca, conformado, achando que esse era o auge da humilhação que eu teria de passar naquele dia. Doce ilusão…
– Você se incomoda se eu chamar a minha colega para que ela me ajude a examinar você?
Ela tomou o meu silêncio como um sim…
A sensação de ser o protagonista de um circo de aberrações não acabou por aí. Ainda havia o encaminhamento para o proctologista… De novo, de bruços, na maca… que merda…
– Pode, né…
Deitei de bruços, na maca, conformado, achando que esse era o auge da humilhação que eu teria de passar naquele dia. Doce ilusão…
– Você se incomoda se eu chamar a minha colega para que ela me ajude a examinar você?
Ela tomou o meu silêncio como um sim…
A sensação de ser o protagonista de um circo de aberrações não acabou por aí. Ainda havia o encaminhamento para o proctologista… De novo, de bruços, na maca… que merda…
(Trecho da crônica para rádio "Cheguei ao cume do sucesso!")
Clicando aqui, você ouve a crônica

X
Fúcsias oleosas fluem como rio no rosto abaixo
Núpcias tão gostosas como não se viu, meu gosto, eu acho
Casamento complacente foi entre Flor e homem
Tormento estridente, no ventre, e dor somem.
O quinto é a Flor banhando-se na chuva
Eu sinto minha dor virando-se na curva
Ternura: água macia que cai do firmamento
Já cura a mágoa e mania de “ai, que sofrimento”.
O sexto é, aqui, o sol que já raia amarelo, carmine
Contexto do si bemol que espraia Marcelo Garbine
Os raios que brilham e secam a ímpar Florzinha
Lacaios se humilham e pecam por coisa tão minha.Clicando aqui, você lê a poesia completa
Núpcias tão gostosas como não se viu, meu gosto, eu acho
Casamento complacente foi entre Flor e homem
Tormento estridente, no ventre, e dor somem.
O quinto é a Flor banhando-se na chuva
Eu sinto minha dor virando-se na curva
Ternura: água macia que cai do firmamento
Já cura a mágoa e mania de “ai, que sofrimento”.
O sexto é, aqui, o sol que já raia amarelo, carmine
Contexto do si bemol que espraia Marcelo Garbine
Os raios que brilham e secam a ímpar Florzinha
Lacaios se humilham e pecam por coisa tão minha.Clicando aqui, você lê a poesia completa





