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Biscoito da Sorte
Aceita um biscoito da sorte? É só clicar e descobrir a surpresa que tem dentro dele pra você!
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Em plena tarde de quinta-feira, meu notebook e eu, contrastando com a "vintage", invadimos aquele legado que passageiros recém-desembarcados do trem da vida deixaram pelo caminho.
Suely Sette é mineira e a todos é familiar a proximidade que esse povo tabaréu, no sentido mais vicejante da palavra, tem com os trilhos de ferro.

Folhear páginas de papel, para um homem que veio ao mundo na segunda metade da década de setenta, era, então, algo saudosíssimo. O cheiro de mato que crescia pelas rachaduras do concreto da estação confundia os meus sentidos enquanto eu clicava para ler o documento de Word que continha este livro, ainda não impresso, que a Suely enviara-me para que eu escrevesse este prefácio.

Saltou-me aos olhos um conjunto de versos quando minha vista alcançou um poema singelo e robusto como a alma da Sua (ou minha) Majestade: ”(...) O que me assusta agora /Depois me ajudará a entender / Que eu preciso viver! / Ir ao trem da vida / Saltar numa estação qualquer / Ficar o tempo que der (...)".
Trecho do prefácio escrito por Marcelo Garbine para o livro "Lira de Sonhos" de Suely Sette
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Será que eu mereço tanta revolta? Eu não sou mau. A única maldade que faço, em situações casuais, é não segurar a porta do elevador quando vejo um sujeito apressado correndo pra entrar. Sei que é egoísmo não querer perder tempo e desejar estar sozinho pra que o cubículo ascendente fique mais confortável, mas isto não chega a ser um traço psicótico.

Enfim, já entardecia e eu achava engraçado o que ocorrera. Por que eu fui participar de um workshop de mecânica se este negócio não tem nada a ver comigo? Será que não? Bem... eu já fui criança um dia e, como todo menino, quis ter um amigo robô. Talvez, involuntariamente, continue almejando construir um. E esta vontade pueril, provavelmente, foi acentuada naquela manhã cinzenta...

E, ao anoitecer, a lua era maravilhosa, conquanto o prazer de contemplar a sua beleza não fosse maior que o sofrimento que um dia confuso aflorou. Confesso que os meus anticorpos psicológicos foram preguiçosos pra combatê-la, mas tudo bem, afinal todas as angústias doem à noite mesmo. Julguei prudente respeitar este ciclo, já que eu sabia que o sol nasceria novamente no dia seguinte e eu teria mais uma chance de ir atrás do que creio que me fará feliz.Clicando aqui, você assiste ao vídeo com animação gráfica
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No entanto, o que o sábio debochado e pretenso omnissapiente não tinha ciência era de que Pablo especializou-se no trato de gados ovinos e, por esta razão, no decorrer da universidade, escolheu a terra dos carneiros para estagiar. E o destino esmerou-se ao querer que a criaturinha de cabelo tigela fosse empregar-se na sua fazenda. Por conseguinte, foi simples para o rapaz escalar a grade situada no andar térreo e botar o item na guarnição da tela.

Mas, até agora, não havia decifrado esta parte do enigma e ingeria sossegado os goles do que restava da sua bebida quente e espumosa com canela e chantili. Olhou pela janela do bar e para o seu relógio. Ainda faltavam dez minutos... Dava tempo de ir ao toalete.

Ao abrir a porta do quartinho das latrinas, viu um homem furioso de pele vermelha e olhos exíguos, aparentemente com as pálpebras cerradas, segurando uma barra de ferro oxidado com as duas mãos posicionadas por cima do ombro direito.Clicando aqui, você lê o conto completo
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Como é meu hábito, não dei soco na parede, não amaldiçoei o universo e nem chorei de raiva. Apenas ri! Gargalhei demais! Desfrutei o paladar da euforia saborosamente como um idiota!

Não existe jeito mais delicioso de rir do que se esgoelando como um retardado! É muito bom ser ridículo! É bastante prazeroso ser capaz tirar um sarro de si próprio! Isto é virtuoso!Clicando aqui, você assiste ao vídeo com animação digital
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Palavras do pregador, filho de Davi, rei em Jerusalém.

Vaidade de vaidades, diz o pregador, vaidade de vaidades! Tudo é vaidade.

Que proveito tem o homem, de todo o seu trabalho, que faz debaixo do sol?

Uma geração vai, e outra geração vem; mas a terra para sempre permanece.

Nasce o sol, e o sol se põe, e apressa-se e volta ao seu lugar de onde nasceu.

O vento vai para o sul, e faz o seu giro para o norte; continuamente vai girando o vento, e volta fazendo os seus circuitos.

Todos os rios vão para o mar, e contudo o mar não se enche; ao lugar para onde os rios vão, para ali tornam eles a correr.
(Trecho do livro bíblico Eclesiastes)
Clicando aqui, você ouve o podcast sobre o Livro Eclesiastes. Nele, Marcelo Garbine Mingau Ácido e sua turma debatem – com bom humor – sobre o livro mais polêmico da Bíblia
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Os aplausos reverenciados ao expert das campanhas comerciais causaram um desplugamento dele das maquinações preliminares de sua obra prima. Desfrutando o sabor da glória, interinamente, relaxou suas características cognitivas de associações dos elementos. Nada obstante, a centelha de luz nele provocada pelo usuário juvenil de sua criação trouxe à tona a gênese estrutural do engenho.

E, então, rememorou que, num encontro de ex-alunos do tradicional instituto de educação, soube que Pablo partiu para a terra de seus ancestrais a fim de cursar zootecnia. Nesta circunstância, aliás, aproveitou para tirar mais uma onda e disse que "o animalzinho dos Andes" – como o batizou carinhosamente – "aprenderia a cuidar de seus parentes".Clicando aqui, você lê o conto completo