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Biscoito da Sorte
Aceita um biscoito da sorte? É só clicar e descobrir a surpresa que tem dentro dele pra você!
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Numa tarde do ano de dois mil e onze, dei-me conta de que o telefone da sala da minha casa estava quebrado, como se espera de um telefone sem fio, que, geralmente, possui uma vida útil curta.

Conectei-me à internet e, num site de comparação de preços, comecei a pesquisar por "telefone sem fio". Encontrei um telefone muito barato, que custava menos de trinta reais! É claro que optei por ele.

Caso o aparelho fosse uma porcaria e durasse somente alguns meses, mesmo assim, eu já sairia no lucro. Só estranhei a caixa do produto: a imagem ilustrativa era um pirata. Ignorei a esquisitice, taquei o meu cartão de crédito lá, digitei os números e mandei ver na compra.

Transcorrida uma semana, o zelador do prédio interfonou pro meu apartamento, informando-me que, na portaria, havia um sedex pra mim.

Desci até lá, peguei a correspondência e retornei. Abri o envelope e… opa! Que merda é essa? Um livro?
(Trecho da crônica para rádio "Ela não gosta de mim... mas é porque eu sou burro")
Clicando aqui, você ouve a crônica
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Nada vai mudar
As leis do Talião
Eu vou ter que cegar
A sua visão.

Olho por olho
Dente por dente
Eu que escolho
Meu oponente.Clicando aqui, você ouve a música
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E, como prometi pra mim mesmo, não mais reservaria à vulva um lugar no auge das minhas cobiças. Portanto, não poderia fazer um sacrifício tão grande assim por uma.

– Moça, este estabelecimento tem muita sorte por tê-la como vendedora devido à sua suprema sapiência, mas não vou mais querer o livro. Muito obrigado.

Parafraseando Raul Seixas, saí pela tangente, disfarçando uma possível estupidez. Ao retirar-me do recinto, observei que a sumidade abandonara, em cima do balcão, uma revista Caras. De maneira evidente, era um objeto pessoal dela, pois a loja não comercializava esses excrementos.

Contudo, lembrei-me de que não havia feito ainda a minha boa ação do dia, então surrupiei aquele exemplar erudito com o intuito de fazer um favor pra beldade. Senti-me como se estivesse tirando um doce de um diabético ou uma arma de perto de um suicida. Enrolei a réstia e envolvi-a em minha axila esquerda. Aí sim, logrei êxito em sair satisfeito daquele prédio comercial, que estava precisando tomar um pouquinho mais de cuidado nas entrevistas de contratação de seus funcionários.
(Trecho da crônica para rádio "Sexo ou livro? Eis a questão...")
Clicando aqui, você assiste ao vídeo com animação digital
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A lágrima despejada pelo meu olho que chora
Mistura-se com a forte chuva lá de fora
O momento me faz reluzir
Mas quando acordar irá me ferir.

O último timbre mostra ser infeliz o fim
A triste realidade é diferente de um belo jardim
Desperto sem você ao meu lado
Eu com meu travesseiro abraçado.Clicando aqui, você lê a poesia completa
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Os olhos tortos e vesgos da doce criatura pareciam um sensual olhar quarenta e três, meio de lado, assim saindo, como cantava Paulo Ricardo, nos anos oitenta.

O exageradamente avantajado pescoço dela funcionava como uma mola propulsora com o qual Bartira podia ser bem ligeira.

Os escassos dentes de Bartira contribuíam pra que eu não me ferisse.

A cabecinha chata de Bartira era ótima como porta-copo de Coca-Cola.

E as orelhas de abano da Bartira podiam muito bem servir como chacoalhadores, as quais eu agarrava, uma em cada mão, pra chacoalhar a pobre Bartira e incentivá-la a aumentar a velocidade.

Desde cedo, aprendi olhar o lado positivo das circunstâncias. Por isto, tenho vontade de escrever um livro de autoajuda. Vocês comprariam um livro de autoajuda escrito por Mingau Ácido?

Deixando a pesquisa de mercado pra outra hora, vamos voltar à Bartira. Doce Bartira...Clicando aqui, você assiste ao vídeo com animação gráfica
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Fúcsias oleosas fluem como rio no rosto abaixo
Núpcias tão gostosas como não se viu, meu gosto, eu acho
Casamento complacente foi entre Flor e homem
Tormento estridente, no ventre, e dor somem.

O quinto é a Flor banhando-se na chuva
Eu sinto minha dor virando-se na curva
Ternura: água macia que cai do firmamento
Já cura a mágoa e mania de “ai, que sofrimento”.

O sexto é, aqui, o sol que já raia amarelo, carmine
Contexto do si bemol que espraia Marcelo Garbine
Os raios que brilham e secam a ímpar Florzinha
Lacaios se humilham e pecam por coisa tão minha.Clicando aqui, você lê a poesia completa