FacebookTwitterGoogle+Linkedin
Biscoito da Sorte
Aceita um biscoito da sorte? É só clicar e descobrir a surpresa que tem dentro dele pra você!
X
– Fez tatuagem nos últimos doze meses?

– Não.

– E essa tatuagem no seu peito, que dá pra ver pela gola V da sua camiseta?

– Fiz há 17 anos. Está bom para a senhora?

– Esteve resfriado nos últimos sete dias?

– Não.

– Mas eu ouvi você espirrando no corredor.

– É que eu tenho alergia a chatos. E não é nada com a senhora. É uma autoalergia.Clicando aqui, você assiste ao vídeo com animação digital
X
Dizem que não devemos colocar a Vagina num pedestal. Lidar com a Vagina como algo trivial e corriqueiro é a melhor estratégia pra preservá-la como sua.

Se dermos muita importância a Ela, perdê-la-emos, pois a Vagina odeia ser idolatrada como Deusa com tanta chatice. Então, a partir de agora, chamá-la-ei de vagina – com letra minúscula – pra ver se conservo a próxima com a qual tiver algum affair.

Caso a vagina perceba o meu desprendimento, sentir-se-á rejeitada e esforçar-se-á pra ser minha... só minha! Joguinhos e desafios é o que elas querem, portanto é isto que lhes oferecerei, por mais idiota que eu considere este entretenimento. O prazer sexual – de forma intrínseca – nunca vai ser suficiente. Brincaremos, pois.

Mas vamos por ordem de relevância: primeiro o meu livro porque não quero ter crise de abstinência. Minhas mãos já estão começando a tremer...Clicando aqui, você ouve a crônica
X
A folia daquela terça-feira não foi tão engraçada assim. As trocas de gentilezas entre o menino e Pablo acabaram por amargar os espíritos puros de ambos os anjinhos. Rancores foram guardados e culminaram num incidente de gosto duvidoso. O menino, investido em seu papel de alienígena, saltitava sobre as crateras enquanto era perseguido pelos oito astronautas. Enraivecido, Pablo tomou a dianteira e agarrou o extraterrestre pelo calcanhar.

Desprovido de seus pés para tocar o solo, o menino teve de usar a cavidade bucal para aterrissar no chão duro. Um pedaço de cano enferrujado, que para os imaculados meninos era um revólver de raio laser, quando nas mãos do miúdo garoto, foi útil para retaliar o tombo, ao unir-se à testa indígena de maneira rápida e ruidosa, devido ao intenso deslocamento de ar. Colapsado, Pablo foi recolhido na unidade de pronto atendimento do liceu e, meia hora depois, retirado de ambulância. E só retornou à sala de aula no semestre subsequente.Clicando aqui, você lê o conto completo
X
Precisei tirar fotocópia da minha carteira de motorista, outro dia, pra recorrer de uma multa de trânsito. Fui à papelaria, perto de casa, e enfrentei uma pequena fila básica. Na minha frente, um sujeito com cerca de cinco anos a menos que eu puxou conversa comigo.

Era um indiano que mal falava o português direito. Não costumo dar atenção a pessoas com papo furado, todavia, vi que o estrangeiro tinha conteúdo. Como acho curiosa a história das religiões orientais e a cultura diferente do sistema de castas, comecei perguntando sobre o hinduísmo. Ele respondia solicitamente com longos discursos e um sorriso irradiante no rosto.

Logo, descobri que ele tinha a mesma formação acadêmica que eu. Cursou economia em Londres. O tópico foi de teologia à política monetária, porém, sem demora, pairou sobre um tema universal, como sempre.Clicando aqui, você assiste ao vídeo com animação gráfica
X
Antes de você partir
Eu filmei o seu sorriso
Você ainda está aqui
Da sua imagem, preciso.

Sala vazia e sofá
Velha TV na estante
Espero você chegar
Pra que fique como antes.

Dentro do vídeo cassete
Vive sua vida a mil
Hoje já é dia sete
Há um mês, você partiu.
(Trecho da letra de música "As imagens que eu guardei")
Clicando aqui, você lê a letra completa
X
Vinte e um de dezembro de dois mil e doze. Em algum lugar de um universo paralelo, o mundo acabou. Tenho apenas uma mochila pra colocar nas costas e sair atrás de um local habitável. Quais pertences meus levarei?

Nenhuma Coca-Cola na geladeira? Nenhum cigarro em cima da escrivaninha? Isto é realmente o fim do mundo, no sentido figurado e no sentido literal.

Já que não tenho estes principais itens pra botar na minha velha bolsa, lembro-me que nela não pode faltar o macaquinho Chico, meu brinquedo preferido de infância, que ganhei quando tinha três aninhos.

Encardido e com um nó cego no rabo, que nunca mais consegui desatar, ele foi o meu companheirinho de todas as horas. Foi ele quem me consolou nos instantes mais difíceis da adolescência, quando namoros foram terminados e paixões, perdidas.
(Trecho da crônica para rádio "O fim do mundo")
Clicando aqui, você ouve a crônica