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Baralho Literário
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– Vamos lá no jardim?
Dei-me bem. Eu mereço. Mingau também é filho de Deus.
– Então, Mingau, você é amigo daquela ali de azul?
– Sou. Por quê?
– Apresenta ela pra mim?
– Mas…
– É. Eu gosto de meninas.
– Ah, sei lá. Agora há pouco eu estava meio triste. Acabei achando que poderia tapar esse buraco existencial com algo mundano e…Clicando aqui, você ouve a crônica
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K
Tomo seu suco com gosto de leite
Bebo do muco, encosto, deleite
Mandíbula aberta, o líquido orgânico
A fíbula aperta, jorrar oceânico.

Seu DNA pra dentro de mim
Delinear do centro ao fim
O fluido que engulo, que sorvo, que trago
Descuido, ejaculo, escorvo, apago.Clicando aqui, você assiste ao filme
K
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Oportuno seria, eventualmente, simular um tipinho sarcástico. Eu poderia esboçar um sorrisinho cínico e sussurrar pra mim próprio: “Bem feito! A humanidade mereceu!”. Mas, se assim o fizesse, só estaria agradando uns 10% da minha egolatria. A ínfima fração de mim saciada seria aquela tão desprezível quanto o lado obscuro dos indivíduos que mereceram a morte.Clicando aqui, você ouve a crônica
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